sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Urgente. Precisamos repensar sobre nossos filhos.

Recebido comunicado da escola.
Por Alessandra P




Limites

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos progenitores... e com o esforço de abolirmos os abusos do passado... somos os pais mais dedicados e compreensivos.
Mas, por outro lado...Os mais bobos e inseguros que já houve na história.
O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais “poderosas” que nunca!
Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro.
Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais...e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos.
Os últimos que tivemos medo dos pais...e os primeiros que tememos os filhos.
Os últimos que cresceram sob o mando dos pais...
E os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.
E, o que é pior...os últimos que respeitamos nossos pais... e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.
A medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical...para o bem e para o mal
Com efeito, antes se considerava um bom pai aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens e os tratavam com o devido respeito.
E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais, mas a medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo...Hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco o respeitem.
E são os filhos quem, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas ideias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver.
E que além disso, que patrocinem o que necessitam para tal fim.
Quer dizer; os papéis se inverteram.
Agora são os pais que têm de agradar a seus filhos para “ganhá-los” e não o inverso, como no passado.
Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “darem tudo” a seus filhos.
Dizem que os extremos se atraem.
Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais... A debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo... Ao nos verem tão débeis e perdidos com eles.
Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeita-los quando não os podemos conter...e de guiá-los, enquanto não sabem para onde vão...
É assim que evitaremos que novas gerações se afoguem no descontrole e no tédio que estão afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.
Se o autoritarismo suplantar, o permissível sufoca.
Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os...e não atrás, carregando-os e rendidos às suas vontades.
Os limites abrigam o indivíduo com amor ilimitado e profundo respeito.

Mônica Monastério

Era para ser um comentário, mas de tão valioso, achei melhor postar.
Postado por Alessandra P


2 comentários:

alessandra disse...

Esse comunicado foi um tapa na minha cara, estamos realmente em uma geração muito mais avançada, não estamos sabendo lidar com isso mas nossos filhos estão sabendo conduzir os pais. cade o respeito

TCris disse...

Todos os papéis invertidos... mas tenho uma dica vou postar.