quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Será que um dia aprenderemos a viver?

Será que um dia, ouvindo alguém nos dirigir palavras de maneira sincera, mesmo parecendo asperas, descobriremos que estamos nus de tudo aquilo que acreditamos ser? sem roupas, sem máscaras… É mais fácil perceber o outro, que a nós, e apontar os defeitos alheios, pois isso nos exime de olhar para dentro e para nossas dores. Pensamos ser mais fácil mudar aquele que consideramos errado e nessa tentativa geralmente frustrada, muitas vezes utilizamos críticas que nos ‘parecem’ construtivas. Não é tarefa fácil descobrir e tomar ciência daquilo que realmente somos, e para que isto aconteça, precisamos ‘implicar’ com nossas questões emocionais, com nossa história de vida. Nossos traumas, nossas decepções, nossas angústias e também as coisas boas que vivenciamos, nossos momentos alegres, instantes mágicos vividos na infância, enfim… tudo aquilo que vivemos forma nosso inconsciente e aquilo que somos. Olhar para dentro de nós requer coragem e determinação, mas com certeza é gratificante, pois é o caminho para o encontro do essencial e, recebemos como presente a liberdade para viver e fazer escolhas de maneira consciente. “quando a porta da felicidade se fecha, outra se abre, mas normalmente olhamos tão intensamente para a porta fechada que não vemos a outra que se abriu para nós”. Precisamos despertar o que existe de melhor e relegar frases como: “Eu nunca poderia…”, “Eu não mereço…”, “Eu não devo…”, “Eu não tenho capacidade para isso…”. Estas afirmações são crenças negativas que acabam nos programando e impondo-se como verdades ‘infundadas’. Permita-se desvendar quem é! A não ser tão autocrítico! A encontrar novas formas de buscar prazer e satisfação de seus desejos, que não pela via da repetição! Seja dono do seu próprio destino, se conhecendo e amando como realmente é! Pois tudo é reflexo do que desejamos, consciente ou inconscientemente. Olhar-se despido, certamente é uma opção pelo conflito temporário, que resultará numa consciência plena, que tramita entre o possível e o idealizado.
 Alessandra Bizeli Oliveira Sartori 
 Psicanalista e Psicopedagoga 
 Mestre pela Unicamp








Compartilhado por Alessandra Progetti

2 comentários:

alessandra disse...

Gostei bastante dessa matéria, procurando sobre TDAH, encontrei essa, lamentações...... a parte “quando a porta da felicidade se fecha, outra se abre, mas normalmente olhamos tão intensamente para a porta fechada que não vemos a outra que se abriu para nós" é bom sempre lembrar

TCris disse...

Precisamos estar atentos a pequenos detalhes, que na maioria das vezes nos passam despercebidos.
bjs