quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Palavras são só palavras??


Para algumas pessoas, palavras são só palavras. Um dia quem sabe ainda nessa passagem possam abrir o sentido das percepções e deixar que seus ouvidos escutem aquilo que eles mesmos proferem aos quatro cantos.




Tenho esperança que essas pessoas  reconheçam mesmo que tardiamente que  a infelicidade que reside dentro da alma cega pelo orgulho não cabe aos outros, mas sim a si próprio. Talvez  por se acharem já perfeitos acabam atribuindo tudo que lhe acontece ao mundo e a todos que nele habitam. Dificilmente sentem qualquer resquício de remorso, pois estão prostrados a sentirem-se vitimados pela vida.  Se ao menos brotasse dentro da alma um fio de humildade, ainda haveria a mágica de dissolver toda mágoa e ressentimento em bondade, sabedoria e aprendizado.

 TCristina

01/09/2011

2 comentários:

alessandra disse...

Lindo!!! vou guardar!!!

alessandra disse...

Recebi no comunicado da escola:

Limites
Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos progenitores...
... e com o esforço de abolirmos os abusos do passado,
... somos os pais mais dedicados e compreensivos.
Mas, por outro lado...
Os mais bobos e inseguros que já houve na história.
O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais “poderosas” que nunca!
Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro.
Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais...
... e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos.
Os últimos que tivemos medo dos pais...
... e os primeiros que tememos os filhos.
Os últimos que cresceram sob o mando dos pais...
E os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.
E, o que é pior...
... os últimos que respeitamos nossos pais...
... e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.
A medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical...
... para o bem
e para o mal
Com efeito, antes se considerava um bom pai aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens e os tratavam com o devido respeito.
E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais, mas a medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo...
... Hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco o respeitem.
E são os filhos quem, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas ideias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver.
E que além disso, que patrocinem o que necessitam para tal fim.
Quer dizer; os papéis se inverteram.
Agora são os pais que têm de agradar a seus filhos para “ganhá-los” e não o inverso, como no passado.
Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “darem tudo” a seus filhos.
Dizem que os extremos se atraem.
Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais...
... A debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo...
Ao nos verem tão débeis e perdidos com eles.
Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeita-los quando não os podemos conter...
... e de guiá-los, enquanto não sabem para onde vão...
É assim que evitaremos que novas gerações se afoguem no descontrole e no tédio que estão afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.
Se o autoritarismo suplantar, o permissível sufoca.
Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os...
... e não atrás, carregando-os e rendidos às suas vontades.
Os limites abrigam o indivíduo com amor ilimitado e profundo respeito.
Mônica Monastério